IMG_9706.jpg

CAROLINE VEILSON

1993

 Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.

Artista visual que reside e trabalha em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.

Representada pela Galeria Gaby Indio da Costa - Arte Contemporânea (Rio de Janeiro/RJ) e

Galeria OÁ (Vitória/ES)

Mestranda em poéticas visuais no PPGAV UFRGS, linha de pesquisa Desdobramentos da Imagem com orientação da Profa. Dra. Maristela Salvatori. Graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2018), com pesquisa na área da gravura, arte impressa, e fabricação de papel artesanal, onde também é integrante do grupo de pesquisa e extensão Núcleo de Arte Impressa do Instituto de Artes da UFRGS, coordenado pela Profa. Dra. Helena Kanaan.  Integrante do Grupo de artistas Atelier Errante, em Porto Alegre.

Artista em residência no Atelier Jabutipê, do artista visual Antônio Augusto Bueno,  premiação do 12º Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, 2019.

 

Sua pesquisa aborda questões da memória e afetividade, representando objetos e folhas coletadas, parte dos documentos de trabalho da artista, e que são utilizados na produção de gravuras:

 

 “São os objetos de convívio diário, em casa, no ateliê, tais objetos estão imbuídos de memórias e significados que não são só meus, pois tratam-se de objetos antigos pertencentes à outra família há gerações. Nossos caminhos se cruzaram quando me mudei para um apartamento mobiliado no Centro Histórico de Porto Alegre em 2012, e ao longo do tempo fui me acostumando com a presença desses objetos, descobrindo-os aos poucos, trazendo para eles minha própria narrativa. Esse contexto aumenta a minha curiosidade sobre eles, pois o distanciamento da pessoa a quem originalmente eles pertenciam, as poucas informações e o fato de que ele significava muito, por ter sido conservado tão bem durante todos esses anos, me convida à olhá-los mais atentamente. Reapresentar esses objetos é para mim uma forma de apropriação para incorporá-la a minha própria experiência. Retirá-los de seu lugar e de sua função de origem para assegurar a sua existência como objeto estético e artístico.

Para imprimir algumas das gravuras, optei por fabricar o papel outorgando algo mais pessoal para essas imagens. Produzo os papéis com fibras de bananeira bem finas e com uma gramatura mais baixa, o que confere ao papel maior leveza e transparência. Faço o processo desde o início, iniciando com o corte de um caule de bananeira que seria podado, após cortar em cubos, eles são cozidos por algumas horas e o próximo passo é separar apenas a fibra, que depois é batida até se dividir em microfibras muito finas, nessa etapa as fibras estão prontas para a confecção do papel.” 

Contato